HistĂłrico Imperial do CMRJ

 

Acompanhe a Evolução Histórica do Imperial Colégio Militar do Rio de Janeiro.

 

SĂ©culos

XVI - XVIII  |      XIX     |    XX - XXI

 

 

 

 

SĂ©culos XVI Ă  XVIII

 

1565 – O fundador da cidade do Rio de Janeiro, Estácio de Sá, doou para a Companhia de Jesus uma Sesmaria que foi dividida em três fazendas: Engenho Velho, Engenho Novo e São Cristóvão. As terras da Pedra da Babilônia faziam parte da fazendo Engenho Velho.

1759 – Com a expulsão dos jesuítas do Império Português, as fazendas passaram para o Fisco Real, sendo desmembradas e leiloadas.

1762 – O comerciante português Manoel Luís Vieira arrematou, em leilão, as terras que se localizavam ao redor da Pedra da Babilônia, bem como as benfeitorias que lá existiam como o canavial, a capela, a casa, o engenho para cana de açúcar e as senzalas.

1788 – Os portugueses João Baptista Villela e Sebastião Corrêa Sarafano, adquiriram as terras de Manoel Luís Vieira, dividindo-as em várias chácaras e arrendando-as.

 

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SĂ©culo XIX

1802 - Francisco Antônio arrendou a Chácara Pedra da Babilônia e comprou as benfeitorias que nela existiam: casas cobertas de telhas, plantações, gado e cerca de espinho.

1811 - Francisco Antônio vendeu as benfeitorias ao Padre José Francisco Fernandes, que, três dias depois, as revendeu ao comerciante português Antônio Alves da Silva Pinto, matriculado na Praça Comercial do Rio de Janeiro, que se tornou também arrendatário do terreno da Chácara.

1815 - Antônio Alves da Silva Pinto comprou metade da Chácara Pedra da Babilônia de João Batista Villela.

1816 - Antônio Alves da Silva Pinto comprou a outra metade do terreno que pertenciam aos herdeiros de Sebastião Corrêa Sarafano, tornando-se o único proprietário da Chácara Pedra da Babilônia.

1853 - O Duque de Caxias, então Marquês, propôs ao Senado a criação de um colégio militar, o que foi negado pela casa.

1855 - AntĂ´nio Alves da Silva Pinto faleceu, deixando como Ăşnico herdeiro seu filho homĂ´nimo.

1857 – O Comandante da Escola Militar da Praia Vermelha, General Polidoro Quintanilha Jordão, ressaltou em relatório ao Ministério dos Negócios da Guerra a necessidade da criação de uma escola que preparasse os jovens para o ingresso na carreira das armas do Exército Brasileiro.

1859 – O então Ministro da Guerra, Manoel Felizardo, reafirma em relatório a importância da criação de um educandário militar.

1861 – O Marquês de Caxias, Ministro da Guerra, enviou um novo relatório à Câmara dos Deputados, solicitando a criação de um colégio militar.

1862 – O Visconde de Tocantins, José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho, irmão do Marquês de Caxias, levou a proposta da criação do colégio militar à Câmara dos Deputados.

1864 - Antônio Alves da Silva Pinto decidiu transformar a Chácara Pedra da Babilônia em sua residência de campo e, para isso, deu início a construção do Palacete Babilônia no mesmo ano. O Palacete seria construído no alto da colina, dominando todo seu entorno e tendo ao seu lado direito a Pedra da Babilônia. O mestre de obras contratado foi João Ferreira Marques.

1865 - Foi fundada a Sociedade do Asilo de Inválidos da Pátria, que acolheria os militares feridos e mutilados na Guerra do Paraguai. Na proposta de criação do Asilo aparecia a criação de um colégio para os filhos dos militares.

1866 – O comerciante Antônio Alves da Silva Pinto decretou falência a cometeu suicídio. As obras do Palacete foram suspensas. Para pagar os credores da massa falida os bens da família teriam que ser vendidos, inclusive a Chácara.

1867 – A Chácara foi leiloada e adquirida por Jerônymo José de Mesquita, o Barão de Mesquita, que deu continuidade à construção do Palacete da Babilônia.

1868 - O Asilo dos Inválidos da Pátria foi inaugurado, mas não foi criada nenhuma escola.

1885 - Foi feita a fusão entre a Sociedade do Asilo e a Associação Comercial do Rio de Janeiro, com a renovação da promessa de criação do colégio. A fusão não foi aceita nem pelos militares, nem pelo imperador D. Pedro II.

1886 - A Chácara Pedra da Babilônia passou a ser de propriedade da Baronesa de Itacurussá, filha do Barão de Mesquita, casada com o Barão de Itacurussá.

1888 - O Ministro da Guerra, Thomaz José Coelho D’Almeida, articulou um acordo entre a Associação Comercial do Rio de Janeiro e os interesses dos militares para que a união das instituições se concretizasse. Como parte do acordo, estava a compra da propriedade na qual seria instalado um educandário para os filhos dos militares - a Resolução Imperial de 25 de abril do mesmo ano homologou a fusão entre as duas partes.

1889 – O Imperador D. Pedro II não aceitou que o nome do educandário fosse “Pritaneu Militar”, sugerindo em troca “Imperial Collegio Militar da Corte”. – Em 09 de Março, foi assinado o Decreto Imperial Nº 10.202 criando o Imperial Collegio Militar da Corte e seu Regimento Interno. – Em 06 de Abril, o Coronel Vicente Ribeiro Guimarães foi nomeado comandante do Imperial Collegio Militar, dando início aos trabalhos de organização do instituto, com a contratação de professores e nomeação de militares. – Em 29 de abril, a Chácara Pedra da Babilônia foi vendida à Fazenda Nacional para ser instalado o Imperial Collegio Militar. – Em 02 de Maio o Ministro Thomaz Coelho autorizou a matrícula de 44 alunos, entre eles o filho do Visconde de Ouro Preto, chefe do Gabinete de Ministros. O Collegio Militar funcionava em sistema de internato e externato. – Em 06 de maio, foram abertas as aulas, tendo como orador oficial o Decano do Corpo Docente, Francisco Inácio Marcondes Homem de Melo, Barão Homem de Melo, primeiro professor de História do Imperial Collegio Militar.

1892 – Inauguração do edifício “W”, atual Pavilhão Marechal Ribeiro Guimarães - Criação da Sociedade Literária e Dramática - O aluno José Pereira da Graça Couto, foi o primeiro a receber o posto de Tenente-Coronel do Batalhão Escolar.

1893 – Inauguração da Biblioteca e dos Gabinetes e Laboratórios de Ciências e História Natural - Inauguração do edifício “E”, atual Pavilhão Marechal Costallat.

1894 – Inauguração do “Pantheon”, que recebeu da foto do Tenente-Coronel aluno José Pereira da Graça Couto - Criação da revista “A Aspiração” - Inauguração do quadro do Conselheiro Thomaz Coelho.

1895 – A Formatura da segunda turma contou com a presença do então Presidente da República, Prudente de Moraes.

1896 – A terceira turma do Collegio Militar foi a primeira em que se formaram agrimensores. – Construção dos prédios do Corpo da Guarda e dos Vestiários dos professores, atualmente o prédio da Secretaria Escolar.

 

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SĂ©culos XX e XXI

1900 – O Colégio Militar recebeu os Canhões Krupp para sua Bateria de Artilharia.

1901 – Foi construído o muro de pedra e cal, margeando a Rua Barão de Mesquita. – A formatura dos alunos contou com a presença do Presidente da República, Rodrigues Alves, e também de Alberto Santos Dumont, recém-chegado de Paris.

1902 – Foi reconstruído o muro na Rua São Francisco Xavier, instalando-se o Portão das Armas, com o Brasão da República.

1904 – Primeiro professor a comandar o Colégio Militar, Coronel Manoel Rodrigues de Campos.

1905 – Inauguração da luz elétrica. – A praça em frente ao Palacete foi remodelada e preparada para receber a instalação de um busto do Conselheiro Thomaz Coelho.

1906 – Inauguração do busto do Conselheiro Thomaz Coelho, feito por Rodolfo Bernardelli e custeado por subscrição pública.

1908 – Participação do Colégio Militar na Exposição Nacional de 11 de agosto 1908, na qual recebeu o prêmio pela eficiência da ação educadora.

1908 – O Colégio Militar adquiriu fuzis Remington para a Companhia de Infantaria. – O Esquadrão de Cavalaria do Colégio Militar escoltou o Conselheiro Ruy Barbosa do porto Pharoux até sua residência em Botafogo, quando do seu retorno da II Conferência de Paz em Haia – Holanda.

1912 – O Colégio Militar, após a criação dos colégio militares em Barbacena e Porto Alegre, passa a ser nomeado como Colégio Militar do Rio de Janeiro.

1916 – Inauguração do Pavilhão Alexandre Leal.

1920 – Visita do Rei da Bélgica, Alberto I, e do príncipe herdeiro, Leopoldo, ao Colégio Militar do Rio de Janeiro.

1921-1927 – Foi instalado no Palacete Babilônia o relógio que antes pertencera à Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

1922 – Foi doado ao Colégio Militardo Rio de Janeiro o primeiro mascote, um carneiro, de nome Xiba. Desde então, um carneiro acompanha o Batalhão Escolar em formaturas.

1927-1931 – Construção do Pavilhão Felisberto de Menezes e do Ginásio de Educação Física, além da inauguração do estádio para educação física.

1928 – Foi criado o grito de guerra do Colégio Militar.

1932 – Entre 1892 e 1931, o último posto na graduação era Tenente-Coronel do Batalhão Colegial. A partir de 1932, o último posto passou a ser o de Coronel Comandante do Batalhão Colegial.

1933 – Foi criado o Estandarte dos Colégios Militares. – Foi criada a Estrela Vermelha com o Castelo no meio, tornando-se um dos símbolos do Colégio Militar.

1938 – O curso do Colégio Militar passa a ter 05 anos de duração.

1939 – Cinquentenário do Colégio Militar do Rio de Janeiro. A comemoração contou com a presença do então Presidente da República Getúlio Vargas. – O General Oscar Araújo Fonseca torna-se o primeiro ex-aluno a comandar o Colégio Militar do Rio de Janeiro. – O externato foi extinto, substituído pelo semi-internato. – Com a extinção dos Colégios Militares de Porto Alegre e de Fortaleza, vários alunos foram transferidos para a instituição fluminense.

1939-1947 – Construção do Auditório General Oscar Fonseca e inauguração da Galeria de Ex-comandantes.

1947-1955 – Criação do Centro de Formação de Reservistas e do Guia do Aluno.

1947 – Apesar de existirem desde a fundação do Colégio, somente em 1947 foram criadas formalmente, em Boletim Interno, a Companhia de Infantaria, a Bateria de Artilharia, o Esquadrão de Cavalaria e a Banda de Música. – Na visita do Presidente norte-americano, Harry Truman, ao Brasil, quando do seu embarque, foi saudado com uma salva de 21 tiros pela Bateria de Artilharia do Colégio Militar.

1949 – Inauguração da Capela Nossa Senhora das Graças.

1954 – Inauguração do Parque Aquático.

1956 – O Comandante do Colégio Militar do Rio de Janeiro, Coronel Adalberto Ferreira dos Santos, solicitou auxilio para reparos no Palacete Babilônia, que acreditava ser tombado, ao Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – DPHAN. Esse respondeu que o prédio ainda não havia sido tombado como patrimônio Histórico e Artístico e Nacional.

1961 – A Associação dos Ex-Alunos do Colégio Militar do Rio de Janeiro organizou-se para solicitar o tombamento, afirmando que o objetivo era instalar no Palacete Babilônia um Museu, que preservasse a memória do Colégio Militar do Rio de Janeiro.

1978 – Em 23 de fevereiro de 1978, foi concedido ao Colégio Miliar do Rio de Janeiro a designação histórica de “Casa de Thomaz Coelho”, por meio da Portaria do Ministro do Exército nº 378.

1981 – Os restos mortais do Conselheiro Thomaz Coelho e de sua esposa foram transladados para o monumento instalado no interior do Colégio Militar do Rio de Janeiro.

1982 – Foi criada a Arma de Comunicações do Colégio Militar do Rio de Janeiro.

1989 – No ano do centenário foi admitida a primeira turma feminina, selecionada por meio de concurso público.

1994 – O Palacete Babilônia, a Alameda de Palmeiras Imperiais e o passeio em pedras portuguesas, foram tombados pelo Departamento Geral de Patrimônio Cultural – DGPC, da Prefeitura do Rio de Janeiro.

2000 – O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, tombou o Palacete Babilônia.

2003 – Foi realizado um estudo para a restauração do Palacete Babilônia.

2010 – O Colégio Militar do Rio de Janeiro recebeu o prêmio de Personalidade da Educação.

2011 – O Palacete Babilônia foi cadastrado no Projeto Mecenas, do Exército Brasileiro, para ser restaurado.

2013 – Criação do Espaço Cultural Conselheiro Thomaz Coelho, pela Portaria nº 17 de 17 de Janeiro de 2013, do Comandante do Exército.

 

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