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Dia da Infantaria

Hoje, 2 de junho, acorreu, no Colégio Militar do Rio de Janeiro, a formatura em comemoração ao dia da Rainha das Armas, INFANTARIA.

Fotos da Formatura

 

 

Segue abaixo o texto, lido na formatura, pela própria autora e aluna.

Nobre Arma

            “No dia 24 de Maio de 1810 nasceu no estado do Ceará Antonio de Sampaio, que ingressou na carreira militar aos vinte anos. Ao longo de sua vida, galgou patentes por bravura, mérito e espírito de liderança. Princípios, estes, que demonstram o exponencial valor do Brigadeiro Sampaio em batalhas que visavam á manutenção da integridade do território nacional, como por exemplo, a Guerra dos Farrapos e a Guerra da Tríplice  Aliança. Por destacar-se em outras palavras demonstrando seu patriotismo e sua coragem, ele foi condecorado seis vezes pelo então imperador, D. Pedro II. E, pelo mesmo motivo, consagrou-se patrono da arma de infantaria do Exercito Brasileiro no ano de 1962

            A arma de infantaria é denominada “Rainha das Armas” não por superioridade, e sim por ser a mais antiga do exercito brasileiro. Formada por guerreiros, e sendo normalmente a tropa mais numerosa, sua missão é conquistar, manter o território, e combater o inimigo de pé, sob quaisquer condição climática e em todos os tipos de terreno. Por conta disso, a arma oferece diversas especializações, dentre elas, a motorizada, a pára-quedista, a de caatinga, a de montanha e a de selva.

            No colégio Militar do Rio de Janeiro, as armas são representações dos valores e das historias presentes no Exercito Brasileiro. Ao fim do nono ano do ensino fundamental somos convidados a escolher uma arma para compor. Tantas opções, tantos estereótipos e duvidas foram deixados de lado quando completei uma formatura como a que presenciamos hoje. E de repente, eu que poucas vezes me certifiquei de alguma coisa, tive certeza que a Infantaria era o meu lugar.

            No Primeiro ano passamos muitas experiências novas, a primeira delas é o batismo. Movidos por uma mistura de ansiedade, curiosidade e nervosismo é o momento que vestimos camuflado, e pela primeira vez sentimos o peso dos fuzis cruzando uma granada sobre nossos ombros. Mas também é a circunstancia que nos reconhecemos lideres, e ao mesmo tempo de uma união, é o momento de zelar pelo companheiro do grupamento e reconhecer verdadeiramente que ninguém fica pra trás. Deparamo-nos, então, com a pista de rastejo. As reações diante dela são as mais diversas e inesperadas, contudo, atravessá-la é uma das tarefas mais simbólicas. No fim, nossos corações pulsam na mesma sintonia, porque apartir desse momento nosso sangue se torna verde e preto, e nós nos tornamos infantes.

            As emoções continuam, pois logo em seguida temos as olimpíadas das armas, momento no qual demonstramos a nossa essência guerreira, seja em quadra, seja na torcida. É quando colocamos em pratica o que é dito em nossa oração “daí-me a graça de saber lutar com lealdade, e vencer com justiça, mas, se não merecer a vitória, morrer com dignidade. Lutamos, treinamos e torcemos bravamente, isso é o suficiente para fazer valer a pena. Entoar, e criar novas canções para fortalecer e acolher nossos atletas em  nossos jogos reforçar a missão do infante de lidar com a adversidade. Vestir nossa camisa, estampar em nossos rostos as cores, verde e preto, e guiar nossa companhia aos locais de competição sob nosso “Bandeirão” são situações insubstituíveis e memoráveis.  

            No aniversário do colégio, perfilados na alameda, somos responsáveis de recepcionar a nossa autoridade que compõe nossa cerimônia. É um dia festivo, e por conta disso usamos alguns objetos particularizam nosso fardamento. A barretinha, e a charlateira não são exclusivamente responsáveis por nosso destaques na formatura. Ao romper a marcha somos o primeiro grupamento a entoar o brado, uma regalia da rainha, nesse momento nossa canção parece ecoar, mas basta prestar atenção para percebermos que não estamos bradando sozinhos, contamos com o auxilio de ex-alunos e eternos infantes presentes na formatura.

            Todavia, à medida que alguns começam a trilhar seus caminhos na nobre arma, outros chegam ao término. É valido lembrar que o fim não se trata de uma ruptura, mas de uma transcendência. Nós nunca deixaremos de ser infantes. Nós nunca deixaremos a nossa irmandade camuflada perecer. Nós temos os fuzis cruzados com uma granada ao centro, eternizados em nossos corações. Àqueles que chegam; As boas vindas de uma infante veterana, e uma missão: Manter nossas tradições. Àqueles que deixam; Um sincero agradecimento, a nossa missão foi cumprida, os que hoje carregam o símbolo da infantaria  no braço o fazem por amor, nos mantivemos vivos os ensinamentos de nosso patrono. Mas acima de todo carregamos conosco a certeza de que fomos escolhidos para pertencer a essa majestosa família, e que quaisquer que seja a carreiras que seguiremos a passar pela entrada principal, fardados pela ultima vez, nós temos a certeza de que seremos para sempre de INFANTARIA.”                                    

(Al. Rayane Porphirio  6439    T.305   Cia. Infantaria)